terça-feira, 17 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
Grupo de Estudos de Psicologia Analítica de C. G. Jung
Grupo de Estudos de Psicologia Analítica de C. G. Jung
Propostas:
Estudar os fundamentos teóricos da Psicologia Analítica
Leituras e discussões de textos de Carl Gustav Jung e de outros autores junguianos
Coordenação:
Psic. Sílvio Lopes Peres - CRP 06/109971
Candidato a membro do Instituto Junguiano de São Paulo – IJUSP (filiado a Associação Junguiana do Brasil – AJB, filiada a Association for Analytical Psychology – IAAP, com sede em Zurique, Suíça)
Mestre em Ciências da Religião
Pedagogo e Teólogo
Programa:
C. G. Jung: Vida e Obra;
Fundamentos da Psicologia Analítica: arquétipos, complexos, ego, Self, inconsciente pessoal e coletivo, persona, sombra, anima e animus, tipos psicológicos;
Aspectos gerais dos sonhos e procedimentos psicoterápicos;
Processo de individuação;
Prática psicoterápica.
Frequência: Mensal
Início: 23 de maio, às 16h00 - Dia alterado conforme a disponibilidade de tempo da maioria dos interessados
Local: R. Cel. Siqueira Reis, 115
Investimento: R$40,00 por encontro
Vagas limitadas
Inscrições pelos telefones:
(14) 99805.1090 - vivo
(14) 98137.8535 – TIM
Propostas:
Estudar os fundamentos teóricos da Psicologia Analítica
Leituras e discussões de textos de Carl Gustav Jung e de outros autores junguianos
Coordenação:
Psic. Sílvio Lopes Peres - CRP 06/109971
Candidato a membro do Instituto Junguiano de São Paulo – IJUSP (filiado a Associação Junguiana do Brasil – AJB, filiada a Association for Analytical Psychology – IAAP, com sede em Zurique, Suíça)
Mestre em Ciências da Religião
Pedagogo e Teólogo
Programa:
C. G. Jung: Vida e Obra;
Fundamentos da Psicologia Analítica: arquétipos, complexos, ego, Self, inconsciente pessoal e coletivo, persona, sombra, anima e animus, tipos psicológicos;
Aspectos gerais dos sonhos e procedimentos psicoterápicos;
Processo de individuação;
Prática psicoterápica.
Frequência: Mensal
Início: 23 de maio, às 16h00 - Dia alterado conforme a disponibilidade de tempo da maioria dos interessados
Local: R. Cel. Siqueira Reis, 115
Investimento: R$40,00 por encontro
Vagas limitadas
Inscrições pelos telefones:
(14) 99805.1090 - vivo
(14) 98137.8535 – TIM
domingo, 15 de março de 2015
Esta cidade sou eu
Nossas cidades falam de nós e
para nós. Quer dizer, a vida urbana revela aquilo que somos e nos apresenta a
nós mesmos, sem escamotear a nada. Assim como o nosso corpo em gestos e gostos
ressaltam nossas características pessoais, nossas cidades apresentam as
questões humanas, a visão de mundo do homem. Se você não olha para a cidade,
você não se reconhece nela. E, olhar para a cidade significa enxergar-se nela.
Como a música: “A cor dessa cidade sou eu, o canto dessa cidade é meu”, de
Daniela Mercury (O canto da cidade).
Nossas ruas e avenidas, vilas
e bairros, praças e construções são testemunhas de nossos desejos, desavenças,
medos, inflações, separações, alegrias, fantasias, mitos, rituais, energias,
iniciativas, loucuras, dilemas, dramas, sonhos, dissociações, frustrações,
limites, amizades, paradoxos, impulsos e mortes.
O psíquico misterioso está
plasmado no concreto visível. A dimensão subjetiva, nossas sensibilidades
participam ativamente no processo que estabelecemos na vida urbana. O
inconsciente integra a vida consciente que levamos na cidade. “Tropeçamos” em
nós mesmos nos buracos das vias públicas, nos edifícios, nas construções e
viadutos.
“O
homem está na cidade/ como uma coisa está em outra/ e a cidade está no homem/
que está em outra cidade”, conforme o poeta Ferreira Gullar (1930-), em seu
“Poema Sujo. Velocidades”. Ou, como afirma o psicólogo James Hillman
(1926-2011): “Não apenas a minha patologia se projeta sobre o mundo; o mundo
está me inundando com o seu sofrimento que não se alivia” (Cidade e alma. São
Paulo: Studio Nobel, 1993, p. 13).
Isto desafia nossa
criatividade. Quer dizer, precisamos encontrar outros caminhos e outras
perspectivas acerca de nós mesmos. Para isso temos de nos aproximar uns dos
outros, respeitar as nossas diferenças, re-significar valores pessoais,
experimentar ideias diferentes, aprender a interpretar a linguagem da alma,
compreender a fala da “anima mundi”, isto é, sintonizar-se aos pensamentos que
movimentam o coletivo que visam o bem de todos e abrir mão de interesses
particulares.
“Cidades instigam negócios
criativos quando reúnem pessoas dinâmicas, inspiram comportamentos inovadores,
atraem talentos e combinam capital e educação”, segundo Richard Florida
(Revista Época. São Paulo: Edição 873, 2015, p. 72).
Milhões de pessoas em várias
cidades do mundo, inclusive no Brasil, passam por esta experiência. Muito mais
de saberem aproveitar as oportunidades, é preciso valer-se de fatores psíquicos
que todas as cidades têm a sua disposição, aspectos inconscientes se
conscientizados, os habitantes desenvolvem os seus potenciais humanos.
Só assim para descobrirmos um
tesouro de ideias e de forças criativas, percebermo-nos solidários com toda a
humanidade, tal como ela sempre foi e sempre será, segundo o pensamento da
psicologia analítica de C. G. Jung (A prática da psicoterapia. Petrópolis:
Vozes, 1991, p. 33).
(Sílvio
Lopes Peres – Psicólogo Clínico – CRP 06/109971 – Fones: 998051090 / 981378535 –
http://psijung.blogspot.com.br)
quarta-feira, 11 de março de 2015
Grupo de Estudos de Psicologia Analítica de C. G. Jung
Grupo de Estudos de Psicologia Analítica de C. G. Jung
Propostas:
Estudar os fundamentos teóricos da Psicologia Analítica
Leituras e discussões de textos de Carl Gustav Jung e de outros autores junguianos
Coordenação:
Psic. Sílvio Lopes Peres - CRP 06/109971
Candidato a membro do Instituto Junguiano de São Paulo – IJUSP (filiado a Associação Junguiana do Brasil – AJB, filiada a Association for Analytical Psychology – IAAP, com sede em Zurique, Suíça)
Mestre em Ciências da Religião
Pedagogo e Teólogo
Programa:C. G. Jung: Vida e Obra;
Fundamentos da Psicologia Analítica: arquétipos, complexos, ego, Self, inconsciente pessoal e coletivo, persona, sombra, anima e animus, tipos psicológicos;
Aspectos gerais dos sonhos e procedimentos psicoterápicos;
Processo de individuação;
Prática psicoterápica.
Frequência: Quinzenal
Duração: 3 horas e meia – sábado – 6 meses
Início: 14 de março, às 19h00 - Dia alterado conforme a disponibilidade de tempo da maioria dos interessados
Local: R. Cel. Siqueira Reis, 115
Investimento: R$40,00 por encontro
Certificado: 42 horas
Vagas limitadas
Inscrições pelos telefones:
(14) 99805.1090 - vivo
(14) 98137.8535 – TIM
Propostas:
Estudar os fundamentos teóricos da Psicologia Analítica
Leituras e discussões de textos de Carl Gustav Jung e de outros autores junguianos
Coordenação:
Psic. Sílvio Lopes Peres - CRP 06/109971
Candidato a membro do Instituto Junguiano de São Paulo – IJUSP (filiado a Associação Junguiana do Brasil – AJB, filiada a Association for Analytical Psychology – IAAP, com sede em Zurique, Suíça)
Mestre em Ciências da Religião
Pedagogo e Teólogo
Programa:C. G. Jung: Vida e Obra;
Fundamentos da Psicologia Analítica: arquétipos, complexos, ego, Self, inconsciente pessoal e coletivo, persona, sombra, anima e animus, tipos psicológicos;
Aspectos gerais dos sonhos e procedimentos psicoterápicos;
Processo de individuação;
Prática psicoterápica.
Frequência: Quinzenal
Duração: 3 horas e meia – sábado – 6 meses
Início: 14 de março, às 19h00 - Dia alterado conforme a disponibilidade de tempo da maioria dos interessados
Local: R. Cel. Siqueira Reis, 115
Investimento: R$40,00 por encontro
Certificado: 42 horas
Vagas limitadas
Inscrições pelos telefones:
(14) 99805.1090 - vivo
(14) 98137.8535 – TIM
domingo, 8 de março de 2015
Cidade informada: cidade protegida e livre
A quem se destina a cidade?
Viver em cidade é um dos mais antigos projetos
humanos cercado de problemas. Atualmente, se os temas do desenvolvimento e da
sustentabilidade das atividades humanas se revelam incontornáveis fica demonstrada
a fragilidade deste projeto, quase universal. Sem proteção e sem liberdade não
é possível viver na cidade.
Se antigamente, a proteção de uma cidade estava na
altura dos muros que a cercavam, hoje o acesso às melhores e mais confiáveis informações
pode significar a diferença entre viver num ambiente de insegurança, medo e pânico
social, e ter a sobrevivência garantida.
A cidade sem proteção é uma cidade violenta. A
cidade sem liberdade é uma cidade injusta. A violência gera ódio, desrespeito,
constrangimento de todos os tipos. A injustiça deturpa as relações uns com
outros.
Uma cidade sem proteção e sem liberdade é
vulnerável: à prática de políticos corruptos e demagogos e a cidadãos expurgados
de seus direitos legais; à ação de marginais que buscam ampliar suas áreas de
atuação e de moradores que temem desfrutar do espaço público e procuram se
defender como podem; a motoristas e motociclistas que facilmente menosprezam as
leis de trânsito, indisciplinados na condução dos seus veículos que se vêem cada
vez mais estressados pelas condições das ruas, avenidas e do trânsito caótico
que esta situação gera, e de pedestres desrespeitados que mal sabem ocupar seus
espaços nas vias públicas; a habitantes mais aquinhoados porque se consideram
privilegiados pelas oportunidades que souberam aproveitar, e outros moradores
mais simples que se deixam ser explorados social e economicamente; a
funcionários públicos descomprometidos com as funções que devem responder, e de
cidadãos desassistidos em suas necessidades básicas; a prestadores de serviço
aos doentes, jovens, idosos e crianças, a pessoas mais frágeis e entregues à
própria sorte, negligentes de suas
ocupações; a empresários que abusam da confiança de seus funcionários negando-lhes
melhores salários e de cidadãos que buscam aliviar suas preocupações em
práticas de lazer que os mantém alienados dos seus direitos.
A cidade que tem proteção de uma rede confiável de
informações é uma cidade estável. A cidade que tem liberdade é uma cidade
desenvolvida e próspera, confiante e esperançosa. Desenvolvimento e prosperidade
promovem sonhos e boas oportunidades.
Uma cidade com proteção e com liberdade se
destina: a todos que aplicam suas ideias na formação de um “mapa emocional” da
cidade como um organismo coletivo, vivo e dinâmico a partir das impressões,
ainda que intuitivas, das emoções que ocupam a alma das crianças, dos jovens,
dos adultos e dos idosos em torno da vida coletiva. Faz-se necessário promover
debates em torno do assunto para suscitar as verdadeiras fontes da democracia –
o governo do povo, para o povo.
A quem se destina a nossa cidade? –
é um questionamento que precisa ser prioritário especialmente quando se instala
um poder de sonegação de informações das reais condições de saúde pública de
todos nós.
terça-feira, 3 de março de 2015
Hoje: 108 anos do 1º Encontro entre Jung e Freud
Hoje, 03 de março, o memorável encontro, em Viena, que durou 13 horas entre C. G. Jung e S. Freud, completa 108 anos. Jung tinha 32 anos de idade e Freud, 48.
Conforme ENCONTROS ENTRE JUNG E FREUD: APONTAMENTOS HISTÓRICOS - de PERES, Silvio Lopes e AGOSTINHO, Márcio Roberto (2011).
Jung acompanhado de sua esposa Emma Rauschenbach Jung (1882-1955), e do colega psiquiatra Ludwig Binswanger (1881-1966), se apresentaram à Rua Bergasse 19, em Viena/Áustria, na residência de Freud. O encontro se deu, após o almoço, no escritório de Freud. De acordo com JUNG (1988, p. 135) neste primeiro encontro:
"Conversamos a partir de uma hora da tarde, quase ininterruptamente, durante treze horas. Freud era a primeira personalidade verdadeiramente importante com a qual me relacionava. [...] Suas palavras, entretanto, não puderam remover meus escrúpulos e minhas dúvidas. Eu as expus várias vezes".
Segundo GAY (1989, p. 195): “A visita a Viena foi um festival de conversas profissionais, intercaladas por uma reunião da Sociedade Psicológica das Quartas-feiras e pelas refeições familiares”.
O mesmo autor afirma que o encontro de Freud, Jung e Binswanger foi marcado pela descontração, mas também pelo trabalho psicanalítico. De acordo com ele (1989, p. 196): “à vontade, os três homens interpretaram mutuamente seus sonhos, fizeram passeios e partilharam as refeições”.
O encontro serviu para Freud assegurar a Jung sua confiança quanto ao futuro da psicanálise, porém, sem muita convicção, pois “entre os sonhos de Jung, houve um que Freud interpretou como significando que Jung desejava destroná-lo” (1989, p. 196).
Para JUNG (1988, pp. 135, 136, 137), entretanto, o encontro serviu para perceber duas coisas: “a sexualidade era, para ele, uma realidade numinosa [...] a libido sexual se revestira e desempenhara nele o papel de um deus oculto”, e a atitude que tinha quanto a “espiritualidade”, atribuindo a esta, também uma conotação sexual.
Para QUINODOZ (2007, p. 138): “pouco depois de seu encontro em 1907 já começaram a surgir divergências de opinião”.
Tendo como fim a institucionalização da Psicanálise na Europa, a este encontro seguiu-se uma série de outros. Em novembro do mesmo ano, Jung forma um pequeno grupo de estudos, que chamou de “Grupo Freud”, onde expunha e defendia as ideias psicanalíticas diante dos seus colegas de profissão.
O mesmo autor afirma que o encontro de Freud, Jung e Binswanger foi marcado pela descontração, mas também pelo trabalho psicanalítico. De acordo com ele (1989, p. 196): “à vontade, os três homens interpretaram mutuamente seus sonhos, fizeram passeios e partilharam as refeições”.
O encontro serviu para Freud assegurar a Jung sua confiança quanto ao futuro da psicanálise, porém, sem muita convicção, pois “entre os sonhos de Jung, houve um que Freud interpretou como significando que Jung desejava destroná-lo” (1989, p. 196).
Para JUNG (1988, pp. 135, 136, 137), entretanto, o encontro serviu para perceber duas coisas: “a sexualidade era, para ele, uma realidade numinosa [...] a libido sexual se revestira e desempenhara nele o papel de um deus oculto”, e a atitude que tinha quanto a “espiritualidade”, atribuindo a esta, também uma conotação sexual.
Para QUINODOZ (2007, p. 138): “pouco depois de seu encontro em 1907 já começaram a surgir divergências de opinião”.
Tendo como fim a institucionalização da Psicanálise na Europa, a este encontro seguiu-se uma série de outros. Em novembro do mesmo ano, Jung forma um pequeno grupo de estudos, que chamou de “Grupo Freud”, onde expunha e defendia as ideias psicanalíticas diante dos seus colegas de profissão.
Referências:
GAY, P. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
JUNG, C. G. Memórias, Sonhos e Reflexões. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
QUINODOZ, J. M. Ler Freud: Guia de leitura da obra de S. Freud. Porto Alegre: Artmed, 2007.
GAY, P. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
JUNG, C. G. Memórias, Sonhos e Reflexões. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
QUINODOZ, J. M. Ler Freud: Guia de leitura da obra de S. Freud. Porto Alegre: Artmed, 2007.
domingo, 1 de março de 2015
Cuidado com o aedes politikos, o odioso vírus dos políticos
O “flautista de Hamelin”, do conto
dos irmãos Grimm, sugerido no artigo anterior como o nosso modelo de herói na
luta contra a dengue, é para funcionar como um fator psicológico que nos mantém
ligados ao mundo não contaminado pelo vírus da indiferença; ou seja, à medida
que o vivenciamos, saberemos estabelecer os melhores critérios de como
enfrentar tudo o que está nos deixando “loucos”, diante da multiplicidade de
problemas que a situação descontrolada da dengue está provocando entre nós.
Além dos problemas de saúde, que são óbvios, complicações de ordem social,
política, econômica e psicológica surgem a todo o momento, aos “enxames” sobre
nós.
Não por acaso, algumas pessoas
revelam-se com uma identidade não-humana, de inseto mesmo, daí advêm as
expressões do tipo: “mosca morta”, “sangue de barata”, “vamos logo, seu lesma”,
“fulano é um verme”, “vai ter com a formiga, ó preguiçoso”, “me vi em papos-de-aranha”,
“nessas horas gostaria de ser como um mosquitinho para ver a cara dela”, “você
é traça de biblioteca”, “sou um formigão, quando tem doce”, etc.
Infelizmente,
autoridades políticas estão tentando tirar algum proveito da situação. Não é
demasiado concluir que não apenas “sugam o nosso sangue”, cobrando altas taxas
e impostos sem a devida prestação dos serviços que atendam as nossas
necessidades, como também “contaminam-nos” com o vírus da mentira, da
negligência, do descaso, do oportunismo, do desânimo, da vergonha, da
desilusão, da confusão, da farsa marqueteira, do cinismo, da manipulação, da
canalhice, do interesse mesquinho, da hipocrisia, do sentir nada mas só
aguardar o dia do pagamento com o dinheiro do povo, da frieza da burocracia, do
orgulho de não ter sentimentos, do abuso do “jeitinho brasileiro”, da falta de
vergonha na cara, de não levar o outro a sério, do resolver as coisas “nas
coxas” e que no fim dá tudo certo, do egocentrismo, de que pode ser mau caráter
pois isso dá dinheiro, do autoritarismo, do conservadorismo político, etc.
Como acontece com os
mosquitos Aedes Aegypti - aedes, do grego “odioso” -, a proliferação destes
vírus suscita problemas que passam a funcionar de modo autônomo, atacando-nos
por todos os lados, ameaçando nosso pretenso arbítrio e domínio da situação,
sugerindo que nossas estratégias de defesa, principalmente, contra este tipo de
político, são inúteis, deixando-nos ardentes de febre da desilusão e desânimo.
Precisamos criar e implantar
medidas que respondam aos movimentos que vêm do inconsciente que objetivam deixar-nos
arrasados em nossas insuficiências individuais e coletivas caso fiquemos
inoculados com os vírus acima citados, isto é, se assim permitirmos transformar-nos-emos
em parasitas, como parecem querer nossos representantes, uma vez que em nossas
memórias político-culturais somos um povo que se julga inferior aos demais. Neste
caso, é preciso fazer soar a flauta da reflexão corajosa, que revê, sem medo
nem vergonha, as opções tomadas nas últimas eleições.
Não sobrevivemos sem a
sociedade e a cultura, pois estamos em constante relação com elas. Nossos
problemas pessoais estão enraizados na psique coletiva, mas não podemos nos
deixar vencer pela incompetência, corrupção, passividade, inferioridade
cultural e alienação que só fazem aumentar tantos escândalos, uma vez que “a
psicopatologia de massa tem suas raízes na psicopatologia individual”, conforme
Jung (Aspectos do drama contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 1988, p. 39).
Você já tocou sua
flauta hoje?
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