sábado, 30 de maio de 2015

PsicoCine - C. G. Jung - A menina no país das maravilhas

PsicoCine - C. G. Jung

PsicoCine C. G. Jung - 06.06.15

Filme: A Menina no País das Maravilhas

Phoebe Lichten (Elle Fanning) sonha em participar da peça "Alice no País das Maravilhas", que será encenada na sua escola, mas é sempre rejeitada pelos colegas de classe. Isto faz com que seu comportamento piore cada vez mais, preocupando seus pais, Hillary (Felicity Huffman) e Peter (Bill Pullman). Eles tentam ajudar a filha, mas Phoebe prefere se esconder em suas fantasias. Aos poucos, ela passa a confundir a realidade com seus sonhos.

Comentários:
Karla Moreira - Psicóloga em Marília

Dia: 06 de junho

Horário: 16:00

Local: Salão Paroquial da Matriz Santo Antônio
(entrada pela Rua Prudente de Moraes)

Entrada franca

PsicoCine é um projeto que se propõe à análise e reflexão sobre produções cinematográficas que podem ser utilizadas como instrumento, aplicação e discussão de temas relacionados à Psicologia.

“O cinema visto como um impulso de explorar e realizar a psique, como um meio para a criação da consciência” (John Beebe).
Conflitos e criatividade: pontes e fronteiras arquetípicas (2)
De 3 a 6 de junho de 2015, os psicólogos Vivian Verônica Buck e Sílvio Lopes Peres participarão do VII Congresso Latino Americano de Psicologia Analítica, na cidade de Buenos Aires, Argentina, com trabalhos que visam contribuir para com a  revisão das formas atuais de relacionamento humano, ainda muito influenciado pela dicotomia provocada pelo racionalismo cartesiano que dominou o espírito do homem durante o século XX.
Peres apresentará a opinião de Carl Gustav Jung, acerca do sistema religioso protestante, vigente no final do século XIX e início do século XX. Segundo Jung, cabia àquele protestantismo rever seu pretensioso intelectualismo racional, por banir as experiências místicas próprias do espírito humano, contrariando o espírito seminal encontrado em seu fundador, Martinho Lutero. Como filho de pastor luterano, Jung sabia do que estava falando. “A divisão do protestantismo em novas seitas – é sinal de vida. Mas infelizmente, no sentido eclesial, isto não é um belo sinal de vida, porque não há dogmas e nenhum rito. Falta a vida tipicamente simbólica”, afirma Jung (A energia psíquica. Petrópolis: Vozes, 1997, p. 272).
Para o psiquiatra suíço, o protestantismo é portador de um “grande risco e de uma grande possibilidade”: por não saber, especialmente, o que fazer com a má consciência que domina a alma do protestante. 
Buck procurará abrir espaço para a discussão sobre o racismo e a forma como ele bate à porta dos consultórios, senta-se no divã, arranca o terapeuta de sua zona de conforto e incita-o a refletir. Para ilustrar, a autora apresentará dois casos em que o preconceito é vivenciado a partir de perspectivas diferentes: No primeiro, a paciente negra vive a dor da exclusão em seu dia-a-dia: na escola, no trabalho, nas ruas, nos parques, nos Shopping Centers da cidade. No segundo, a dor do preconceito é vivida por uma mulher de pele clara e ausência de traços afro. A mãe e todos os seus parentes são negros. O pai, descendente de alemães e italianos, perdeu o contato com a filha. Esta paciente vive o “racismo às avessas”, ou seja, as diferenças de “cor” parecem desencadear projeções que resultam em forte discriminação por parte da família. Neste caso, a excluída é branca. Como explicar este fato?
Utilizando-se do conceito de Complexo Cultural, a autora pretende demonstrar que, a partir de perspectivas várias, o preconceito racial atinge a todos nós: brancos, negros e mestiços; homens e mulheres; ricos e pobres; e, porque não dizer, analistas e analisandos. Ora, segundo Jung, sem a vivência de opostos não há a experiência da totalidade. E a verdade é que temos vivido, ao longo de nossa história, em lados opostos que se encontram, mas não se integram.
Haverá esperança de mudança? A autora propõe que o setting terapêutico seja visto aqui como a grande ponte para a estruturação de um dos mais graves complexos culturais brasileiros: o racismo. Mas para que isso aconteça é preciso um cuidadoso trabalho de autoanálise por parte dos terapeutas que, não raro, sentem alguma dificuldade em se perceberem como parte ativa do Complexo.
Sílvio Lopes Peres – Psicólogo Clínico – CRP 06/109971 – Fones: (14) 99805.1090 / 98137.8535 – http://psijung.blogspot.com.br.
Vivian Verônica Buck – Pedagoga e Psicóloga Clínica – CRP 06/58896 – Fone (11) 99656.1855.

Candidatos a Analistas do Instituto Junguiano de São Paulo (IJUSP), pertencente à Associação Junguiana do Brasil (AJB), ambos filiados à IAAP – International Association for Analytical Psychology

domingo, 24 de maio de 2015

Conflitos e criatividade: pontes e fronteiras arquetípicas

Ao tentar explicar o que acontecia na Europa, mais especificamente na Alemanha de Hitler, Carl Gustav Jung lançou mão de seu conceito de ‘histeria’: “A essência da histeria consiste numa dissociação quase que sistemática, numa desvinculação dos pares de opostos que normalmente se encontram estreitamente ligados, o que provoca, muitas vezes, uma cisão da personalidade, ou seja, um estado em que realmente uma mão não sabe o que a outra faz” (Psicologia em Transição. Petrópolis: Vozes, 1993, p. 196).
O mundo não mudou neste sentido; não é a outra realidade que vivemos em pleno século XXI. A tarefa da psique individual e da Cultura é atingir o ponto de equilíbrio, onde opostos se integram e atingem um estado de totalidade.
Este é o objetivo do VII Congresso Latino Americano de Psicologia Junguiana, sob o tema: “Conflitos e Criatividade – Pontes e Fronteiras Arquetípicas”, que se realizará em Buenos Aires, (Argentina), nos próximos dias 03 a 06 de junho.  
Durante o encontro, buscar-se-á a reflexão, discussão e respostas para os desafios que a atualidade nos apresenta: vivemos num mundo assolado por dúvidas, inquietações e conflitos que já não são passíveis de solução com base nos postulados do racionalismo cartesiano fundamentado no iluminismo dos séculos XVIII e XIX. Tais postulados levaram à dicotomia dos opostos – certo e errado, luz e sombra, subjetivo e objetivo, bem e mal, consciente e inconsciente, feminino e masculino e assim por diante. A criatividade é um dos instrumentos de que o ser humano dispõe em seu esforço de integração.
Os psicólogos Vivian Verônica Buck e Sílvio Lopes Peres participarão do encontro. Buck apresentará o tema: “A alma africana bate à porta dos consultórios de análise: Estaremos prontos para recebê-la?” Peres abordará questões referentes ao “Conflito e criatividade na espiritualidade protestante segundo C. G. Jung”.
Buck ampliará o tema já apresentado em eventos promovidos pela UNIMAR (Marília) e FAEF (Garça), num esforço conjunto que procura estruturar na consciência de profissionais e alunos da Faculdade de Psicologia e afins, um dos complexos culturais mais nocivos e profundamente arraigados na tradição cultural brasileira: o preconceito racial. Em sua apresentação, Peres aprofundará aspectos abordados em sua Dissertação de Mestrado em Ciências da Religião realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.
Ambos pretendem colaborar, dentro do cômputo geral das discussões, com dois temas muito significativos no que diz respeito à criação de uma sociedade mais competente no sentido de integrar as energias opostas que caracterizam a profunda cisão que ainda prevalece na psique individual e coletiva do mundo moderno.
Sílvio Lopes Peres – Psicólogo Clínico – CRP 06/109971 – Fones: (14) 99805.1090 / 98137.8535 – http://psijung.blogspot.com.br.
Vivian Verônica Buck – Pedagoga e Psicóloga Clínica – CRP 06/58896 – Fone (11) 99656.1855.
Candidatos a Analistas do Instituto Junguiano de São Paulo (IJUSP), pertencente à Associação Junguiana do Brasil (AJB), ambos filiados à IAAP – International Association for Analytical Psychology

quarta-feira, 20 de maio de 2015

PsicoCine em Garça: Tudo pode dar certo - 30,05,15

Em parceria com a Secretaria da Cultura da Prefeitura Municipal de Garça, sob a coordenação do Secretário Ricardo Gimenes, vamos desenvolver debates e co-mentários da Sétima Arte, no auditório da Biblioteca Municipal.


Filme: Tudo pode dar certo
De Woody Allen, 2009.

Boris Yellnikoff (Larry David) é um velho rabugento que tem o hábito de insultar seus alunos de xadrez. Ex-professor da Universidade de Columbia, ele considera ser o único capaz de compreender a insignificância das aspirações humanas e o caos do universo. Um dia, prestes a entrar em seu apartamento, Boris é abordado por Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), que lhe implora para entrar. Ele atende ao pedido, a contragosto. Percebendo sua fragilidade, Boris permite que ela fique no apartamento por alguns dias. Ela se instala e, com o passar do tempo, não aparenta ter planos de deixar o local. Até que um dia lhe diz que está interessada nele.

Dia: 30 de Maio

Horário: 16:00

Comentários dos Psicólogos:
Sílvio L. Peres
Carlos A. de Figueiredo

End.: Av. Rafael Paes de Barros, 522
Outras Informações: 3471.1616

Entrada Franca

“O cinema visto como um impulso de explorar e realizar a psique, como um meio para a criação da consciência” (John Beebe)

PsicoCine é um projeto que se propõe à análise e reflexão sobre produções cinematográficas que podem ser utilizadas como instrumento, aplicação e discussão de temas relacionados à Psicologia.

terça-feira, 19 de maio de 2015

PsicoCine - C. G. Jung

PsicoCine C. G. Jung - 06.06.15

Filme: A Menina no País das Maravilhas

Phoebe Lichten (Elle Fanning) sonha em participar da peça "Alice no País das Maravilhas", que será encenada na sua escola, mas é sempre rejeitada pelos colegas de classe. Isto faz com que seu comportamento piore cada vez mais, preocupando seus pais, Hillary (Felicity Huffman) e Peter (Bill Pullman). Eles tentam ajudar a filha, mas Phoebe prefere se esconder em suas fantasias. Aos poucos, ela passa a confundir a realidade com seus sonhos.

Comentários:
Karla Moreira - Psicóloga em Marília

Dia: 06 de junho

Horário: 16:00

Local: Salão Paroquial da Matriz Santo Antônio
(entrada pela Rua Prudente de Moraes)

Entrada franca

PsicoCine é um projeto que se propõe à análise e reflexão sobre produções cinematográficas que podem ser utilizadas como instrumento, aplicação e discussão de temas relacionados à Psicologia.

“O cinema visto como um impulso de explorar e realizar a psique, como um meio para a criação da consciência” (John Beebe).

domingo, 17 de maio de 2015

Psique, portadora de saúde e vida: a bandeira da Luta Antimanicomial
Os transtornos mentais são carregados de uma grandiosa riqueza da vida interior, apesar de parecerem como grotescas correntes que privam da liberdade.
A contribuição da psicologia analítica, formulada por Carl Gustav Jung, na compreensão desse fenômeno é que as desordens psíquicas, como a esquizofrenia, por exemplo, cuja comunicação com o paciente por meio da palavra, às vezes se torna impossível, pode ser reconstituída através de imagens. “C. G. Jung dá máximo valor à função criadora de imagens. Na sua psicoterapia, desenho e pintura são considerados fatores que podem contribuir para o processo de autoevolução do ser” (Nise da Silveira. Senhora das imagens: escritos dispersos de Nise da Silveira. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2008, p. 120).
Daí a importância de envolver os pacientes em atividades nos ateliês de pintura e escultura. A expressão plástica revela os códigos das significações psicológicas do sofrimento mental. Embotamento afetivo, apagamento da afetividade, pobreza de ideação e demência são termos que mais perturbam e atrapalham um tratamento que se quer ser eficiente. As imagens são portadoras de uma linguagem inconsciente simbólica que desafia nossa capacidade de lidar com elas e trazer algum alívio.
Pioneira no tratamento psiquiátrico através das imagens plásticas, no Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro, a psiquiatra alagoana Nise da Silveira (1905-1999), afirma: “A pintura nos informará sobre as alterações da percepção. Revelará se o doente perdeu ou não a capacidade de construir Gestalten, se vê as coisas desligadas de seus contextos pragmáticos, misturadas, justapostas, superpostas, num verdadeiro caos. Informará sobre a estruturação do espaço, sobre a maneira como ele apreende o mundo. Se o mundo que vivencia é rígido, estático, ameaçador, instável, sombrio ou colorido. Se predomina a tendência à abstração, como fuga a um mundo hostil, ou se se manifestam tendências à empatia com as coisas e seres do mundo real. A pintura nos permitirá acesso a imagens oriundas das profundezas do inconsciente” (Nise da Silveira. Referência citada acima, p. 111).
            Conforme C. G. Jung: “Como pessoas normais inteiramente inseridas na realidade, não conseguimos ver a riqueza desse aspecto velado da psique. Percebemos somente a destruição. Infelizmente, na maior parte das vezes, não conseguimos nenhuma informação sobre o que se passa no lado obscuro da psique, uma vez que ruíram todas as pontes de ligação. [...] Mesmo as coisas mais absurdas são símbolos do pensamento, que são não só humanidades que moram no íntimo de toda criatura humana. Nos dementes mentais, não estamos diante de nada de novo e desconhecido, mas sim do fundamento de nosso próprio ser, da origem dos problemas que enfrentamos no dia a dia” (Psicogênese das doenças mentais. Petrópolis: Vozes, 1986, p. 161).
Através das pinturas e/ou esculturas os pacientes expõem o “outro lado” da psique. Não há sintoma que não possa ser compreendido psicologicamente. Em todos os sintomas, por mais caótico, absurdo, incongruente, estereotipado sempre vamos encontrar algum sentido psicológico.
A Luta Antimanicomial defende a bandeira da psique, portadora de saúde e vida.
(Sílvio Lopes Peres – Psicólogo Clínico – CRP 06/109971 – Fones: 99805.1090 / 98137.8535 – http://psijung.blogspot.com.br)